Em 2011, os PMDS editaram o seu primeiro álbum. Depois dele, o projeto entrou num longo período de silêncio. Foi apenas em 2017, na sequência de um convite do Tremor, que o duo voltou a reunir-se. Esse reencontro acabaria por dar origem a “Caloura”, o segundo álbum de estúdio, editado em 2019 pela Variz.
Seis anos depois, Caloura regressa a casa, para uma última apresentação integral. Há um simbolismo difícil de ignorar: tocar “Caloura”… na Caloura.
O disco nasceu ali muito antes de existir em vinil. Foi sendo construído entre sintetizadores, sequenciadores, cabos e máquinas, mas também entre conversas demoradas, cervejas partilhadas e um olhar constante sobre o mar. A paisagem entrou naturalmente na música e acabou por lhe dar o nome. Apesar disso, nunca foi tocado na naquele lugar. Este concerto corrige essa ausência.
Mais do que reproduzir um álbum, pretende disfrutar do ambiente em que ele foi concebido. Pela primeira vez, “Caloura” será interpretado do princípio ao fim, sem rede, deixando espaço para aquilo que sempre fez parte da identidade dos PMDS: o improviso, o acaso e a possibilidade de cada atuação seguir um caminho ligeiramente diferente.
Este momento é, acima de tudo, um convite para passar uma tarde entre amigos. Sentados na relva, de copo na mão, num espaço onde a música pode ser ouvida sem pressa e onde Caloura regressa finalmente ao lugar que lhe deu origem.
Evento Inserido na Programação Complementar da PDL26