O segundo capítulo dos Festival Utopia Açores será inteiramente dedicado à celebração da literatura nos Açores, com mesas-redondas, leituras públicas e encontros que darão voz aos autores e às obras do arquipélago. Este será um tempo de afirmação da identidade literária das ilhas e de diálogo entre tradição e contemporaneidade.
O Utopia Açores será uma presença contínua ao longo de 2026, integrando a programação oficial da Capital Portuguesa da Cultura — Ponta Delgada. Em vez de concentrar o festival num único período, o projeto desdobra-se em quatro grandes capítulos programáticos, que ligam criação literária, espetáculo e participação pública.
Entre esses capítulos principais, a literatura manterá uma presença viva e regular na cidade, através de pequenas ativações que ligam a literatura ao quotidiano: jantares literários, leituras públicas, apresentações espontâneas e intervenções em espaços inesperados. Essas ações poderão também cruzar-se com artistas e projetos de outras curadorias da Capital Portuguesa da Cultura, criando diálogos entre diferentes linguagens e formatos.
Mais do que um evento pontual, o Utopia Açores afirma-se como uma trama literária em movimento, que se estende no tempo e no território, fazendo da cidade de Ponta Delgada um lugar onde a palavra ganha presença, corpo e futuro.
Programação 4 — 7 jun
Literatura
04 jun 2026 / 18:00
Charming Houses - Pátio da Casa do Páteo
Escrever na Ilha Hoje
Paula de Sousa Lima, António de Névada e Kathleen McCaul Moura
Gastronomia
04 jun 2026 / 20:00
NINE DOTS Azorean Art Boutique Hotel
Jantar Literário com José Luís Neto
A Literatura é para comer
Literatura
05 jun 2026 / 10:30
Escola Secundária Antero de Quental
Como Chegamos Hoje aos Livros?
Helena Barros e Rafaela Medeiros
Literatura
05 jun 2026 / 14:30
Escola Secundária Antero de Quental
Sessão em Escola com Diogo Ourique
com Diogo Ourique
Literatura
05 jun 2026 / 18:00
Livraria Letras Lavadas
Apresentação do Livro «O Humor na Literatura Açoriana Antologia», de Victor Rui Dores
com Nuno Artur Silva e Victor Rui Dores
Gastronomia
05 jun 2026 / 20:00
NINE DOTS Azorean Art Boutique Hotel
Jantar Literário com Victor Rui Dores
A Literatura é para comer
Literatura
06 jun 2026 / 11:00
Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Ponta Delgada
Escrever para Intervir
com João Mendes Coelho, Paula Cabral e Pedro Arruda
Literatura
06 jun 2026 / 15:00
Livraria Letras Lavadas
Apresentação do Livro « Ensaio e Literatura: Escritores Açorianos», de Rosa Maria Goulart
com Rosa Maria Goulart e Paulo Meneses
Literatura
06 jun 2026 / 16:00
Livraria Solmar
As Ilhas, as Nuvens e a IA
com Nuno Artur Silva e Roberto Francavilla
Literatura
06 jun 2026 / 17:00
Livraria Solmar
Cânone Literário Açoriano
com José Medeiros e Vamberto Freitas
Literatura
06 jun 2026 / 18:00
Informal Concept Gallery
Apresentação do livro «Greta», de Maria Brandão
com Maria Brandão e André Almeida e Sousa
Gastronomia
06 jun 2026 / 20:00
NINE DOTS Azorean Art Boutique Hotel
Jantar Literário com Pedro Almeida Maia
A Literatura é para comer
Literatura
07 jun 2026 / 11:00
Museu Carlos Machado - Igreja do Colégio (Núcleo de Arte Sacra)
Apresentação do Livro «Os Açores – Mistérios e Mudança», de Thomas Fischer
com Thomas Fischer e Pedro Almeida Maia
Literatura
07 jun 2026 / 15:00
Museu Carlos Machado - Igreja do Colégio (Núcleo de Arte Sacra)
A Arte e o Livro
com André Almeida e Sousa e João Decq
Literatura
07 jun 2026 / 16:00
Museu Carlos Machado - Igreja do Colégio (Núcleo de Arte Sacra)
Apresentação do livro «Sonhar é ter razão», de Maria Celeste Natário e Rui Lopo
com Ângela de Almeida, Rosa Coutinho Cabral e Rui Lopo.
Literatura
07 jun 2026 / 18:00
Local a definir
Conversa com Roberto Francavilla
com Roberto Francavilla e Madalena San-Bento
Os Convidados
É professora associada da área de Cultura Portuguesa, dedicando-se ao ensino e à investigação na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade dos Açores e no CHAM — Centro de Humanidades NOVA-UAc.
Dedica-se ao estudo de identidades, quer nacionais quer insulares, a partir da perspetiva da Cultura e da Literatura. Nos últimos anos, a sua investigação — publicações, conferências, organização de congressos, entre outras atividades — tem incidido também sobre os Estudos Insulares.
Publicou A identidade nacional na literatura portuguesa. De Fernão Lopes ao fim do século XIX e, com Vasco Rosa, os volumes Mês sem sono. Reportagem da visita dos continentais aos Açores na primavera de 1924, de Armando Boaventura, e Mês de sonho. Conspecto de etnografia açórica, de Leite de Vasconcelos.
Nasci na ilha de São Miguel, Açores, onde frequentei o Liceu Antero de Quental. Em Amesterdão (Rietveld Academie) e Lisboa (Ar.Co), concluí formação em Desenho e Pintura.
Entendo ambas as disciplinas como ferramentas particulares de autoconhecimento e questionamento. São disciplinas teimosas, de diálogo com o tempo e com uma herança que se vai escolhendo ou impondo, mas são também algo que escapa ao zeitgeist. Vivem num mapeamento sempre renegociado com uma comunidade abstrata em constante mutação.
Tenho uma forte ligação entre a prática artística, a escrita e, sobretudo, a leitura. Creio que tanto a escrita como a pintura e o desenho procuram aceder ao invisível, sendo nesse espaço, onde a linguagem “derrapa”, que me situo.
André Almeida e Sousa, 2026.
Ângela de Almeida é uma investigadora (Ph.D.), ensaísta, crítica e poeta portuguesa.
É autora de Retrato de Natália Correia (Lisboa, 1994, Círculo de Leitores) e de Natália Correia, Um Compromisso com a Humanidade — Ensaio sobre a Obra Édita e Inédita (Angra do Heroísmo, 2019, Direção Regional da Cultura), bem como de estudos introdutórios às novas edições de obras de Natália Correia: Não Percas a Rosa / Ó Liberdade, Brancura do Relâmpago (Lisboa, 2015, Ponto de Fuga) e Descobri que era Europeia (Lisboa, 2017, Ponto de Fuga).
Selecionou os textos e elaborou o estudo introdutório de Natália Correia, Raiz e Utopia (Lisboa, Ponto de Fuga e CASES — Casa António Sérgio). Reuniu ainda a poesia inédita da autora e textos diarísticos, que serão brevemente publicados.
Tem realizado conferências nas universidades do Porto, Sorbonne, Teramo e California State University, Fresno, além de outros organismos estatais.
No domínio da poesia, publicou sobre o rosto (1989, 1994), manifesto (2005), a oriente (2006), caligrafia dos pássaros (2018, N9na Poesia), estado de emergência, em coautoria com Henrique Levy (2020), Silêncio, em coautoria com Henrique Levy e Daniel Gonçalves (2022), e a janela de Matisse (2024, N9na Poesia).
Publicou também uma narrativa poética, dois livros de viagem e, em coautoria com Eugénio de Andrade, Eugénio de Andrade nos Açores (1994).
(António Manuel Barbosa Brito Neves)
Nasceu em Lisboa, em 1967, mas viveu toda a infância e adolescência em Cabo Verde, na ilha de São Vicente. Completou os estudos liceais no Mindelo, a cidade do Monte Cara, a sua cidade.
Viveu em Coimbra alguns dos anos mais importantes da sua juventude, onde cultivou a música, as serenatas, a tertúlia e a poesia. Fez teatro experimental na CITAC — Círculo de Iniciação Teatral da Academia de Coimbra. Na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra licenciou-se em Engenharia Eletrotécnica.
Regressou à sua condição insular e vive nos Açores há mais de 24 anos, em Angra do Heroísmo, cidade onde viu crescer os seus filhos.
Névada é poeta e dedica-se também à prosa e à escrita ensaística, com colaboração dispersa por vários jornais e revistas. Está presente em diversas antologias e é autor dos seguintes livros de poesia:
Acto Primeiro ou o Desígnio das Paixões, pelo ICLD — Instituto Cabo-verdiano do Livro e do Disco;
Esteira Cheia ou o Abismo das Coisas, pela editora Angelus Novus, Coimbra;
Cânone Silábico, uma canção de amor, pela editora N9na Poesia, Ponta Delgada.
Foi forjado na humildade e por ela se tem pautado enquanto viandante desta enorme Babel que é a vida e a literatura. Assume um papel ativo, social e culturalmente, junto das comunidades e dos universos aos quais está intrinsecamente ligado por laços afetivos, procurando dar sempre um contributo centrado na pessoa humana.
Daniela Canha é jornalista e mestre em Filosofia pela FCSH — Universidade Nova de Lisboa, onde desenvolveu a investigação “Da Leitura: um problema específico e um problema global em Virginia Woolf”.
Trabalhou na imprensa escrita regional, escrevendo sobre livros, artes e pensamento contemporâneo. Interessa-se pelas relações entre insularidade, identidade e literatura açoriana.
Diogo Ourique nasceu em 1991 e é natural da freguesia da Agualva, na ilha Terceira.
Formado em Comunicação e Jornalismo pela Universidade de Coimbra, trabalhou como jornalista, cronista, locutor e assessor de comunicação. Atualmente, trabalha como guionista, copywriter, tradutor e revisor de texto em vários formatos, da literatura à televisão.
Foi coordenador editorial da revista literária açoriana Grotta e é autor dos romances Tirem-me Deste Livro (2019, Letras Lavadas Edições) e Quem Tivesse a Tua Idade (2024, Letras Lavadas Edições), bem como dos livros infantis Ainda Não é Bem Isto (2021) e Lix-Ilha (2024, Letras Lavadas Edições).
Natural de Santa Maria, é formada em Jornalismo, profissional de comunicação, membro de diversas associações culturais e defensora de uma participação ativa na comunidade.
Trabalhou em produção televisiva e assessoria de comunicação em projetos culturais, como o Arquipélago – Centro de Artes Contemporâneas. Foi assessora de imprensa da Secretaria Regional da Energia, Ambiente e Turismo, no XII Governo Regional dos Açores, e da Câmara Municipal de Vila do Porto.
Ligada à Rádio Asas do Atlântico, é autora de uma rubrica de leituras na Antena 1 Açores — O Fim dos Princípios — e cronista no Açoriano Oriental.
João Decq nasceu em Almada, em 1975. É licenciado em Comunicação Visual, com especialidade em Ilustração e meios de impressão tradicionais, pela University of Central England, em Birmingham, Inglaterra (2002). Obteve o diploma de estudos avançados pela Universidad Politécnica de Valência, Espanha (2008).
Trabalhou nas Caldas da Rainha, onde lecionou na Escola Superior de Artes e Design — Instituto Politécnico de Leiria, entre 2003 e 2020, com a categoria de equiparado a assistente. Foi responsável pela direção da Oficina Gráfica entre 2009 e 2014.
Vive em São Miguel, onde desenvolve a sua atividade plástica e gráfica. Expõe regularmente a sua obra, a nível nacional e internacional, desde 1999.
Tem trabalho representado em inúmeras coleções de interesse público, entre as quais a Presidência do Governo Regional dos Açores, a Fundação Calouste Gulbenkian, o Museu Carlos Machado, a Câmara Municipal da Ribeira Grande, a Associação Industrial Portuguesa, a Banco Sabadell Foundation, a Colección Navacerrada (Madrid) e a Fábrica da Igreja da Sé Catedral de Angra do Heroísmo.
A prática regular da impressão, do desenho e da pintura acompanha a sua atividade letiva e de investigação até ao presente.
João Mendes Coelho é médico especialista em Psiquiatria, doutorando na Universidade do Minho, docente convidado na Universidade dos Açores e cronista do Açoriano Oriental.
Desenvolve atividade clínica nas áreas da saúde mental, dos comportamentos aditivos e das dependências. Colabora como perito na Taskforce Açores de Combate às Drogas Sintéticas e realiza investigação sobre o impacto neuropsiquiátrico das catinonas sintéticas.
Integra a direção de sociedades científicas nas áreas da Suicidologia e da Patologia Dual, articulando prática clínica, atividade pericial, investigação, docência e intervenção pública.
José Carlos Frias nasceu em 1966, reside em Ponta Delgada. Livreiro
há 45 anos, proprietário Livraria SolMar.
José Luís Neto, historiador e arqueólogo, é lisboeta desde 1977. É autor de mais de duas dezenas de livros nas áreas do património cultural, do ensaio e da ficção. Guionista e apresentador de documentários, é também cronista em periódicos.
Guardou no coração, na cabeça e nas mãos cada uma das geografias que habitou, de Setúbal às ilhas Terceira e Faial. Curioso por natureza e viajante por inércia deslizante, percorre várias latitudes e longitudes, transportando sempre consigo a sua “casa”: as pessoas, os afetos, os encontros e os desencontros.
Convicto tertuliador, criador de escritas e entusiasta das artes, é ativista em ONG sociais, ambientais e culturais.
Kathleen McCaul is a writer, researcher and editor of the magazine Ilhéu. She has published three books and written for a range of publications, including Granta, The London Review of Books and The Guardian.
She holds a PhD in Creative Writing from the University of East Anglia and currently teaches at the University of the Azores. She began her writing career at a small English-language newspaper in Baghdad and, after many adventures around the world, now edits and publishes Ilhéu magazine on the island of São Miguel.
Madalena San-Bento nasceu em 1966, em Ponta Delgada, São Miguel. Licenciada em História, lecionou diversas disciplinas nas áreas de Português e História, tendo também desempenhado vários cargos e funções no âmbito desta atividade profissional. Atualmente, leciona na Escola Básica Integrada da Ribeira Grande, onde é coordenadora do Departamento de Português e membro do Conselho Pedagógico.
É membro da direção do Instituto Cultural de Ponta Delgada, conferencista em palestras de temática variada e júri de concursos literários. Colabora assiduamente com a imprensa e revistas da especialidade e foi comentadora convidada da RTP Açores.
Fez parte da comissão elaboradora do documento das Competências Essenciais do Currículo Regional do Ensino Básico, foi uma das responsáveis pelo programa de rádio Cultura no Feminino, uma das coordenadoras do primeiro projeto da Rede Regional de Bibliotecas Escolares e integra a Comissão Operacionalizadora do Plano Regional de Leitura.
Exerceu também funções como diretora da Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Ponta Delgada.
É autora de diversas obras literárias, maioritariamente na categoria do romance histórico, algumas delas premiadas.
Em 1989, foi distinguida pela Secretaria da Juventude com o conto Chuva de Cinzas e, em 1994, recebeu o Prémio Vitorino Nemésio pelo romance Os Expostos. Em 1997, publicou Esta Santa Casa, sob patrocínio da Santa Casa da Misericórdia da Ribeira Grande.
Em 2005, foi premiada pela Secretaria Regional da Cultura com o romance Diário das Mulheres Toleradas e, em 2010, publicou o conto infantil A Viagem de Aurora, edição da Câmara Municipal da Ribeira Grande.
Em 2013, publicou Da Anunciada; em 2015, O Editor; e, em 2017, Terra Nostra Terra Sonhada — romances históricos. Em 2018, publicou Maia — A coragem renovada, um amor com tradição. Publicou ainda Diário do Grão-Mestre da Luz, uma biografia contextualizada do engenheiro José Cordeiro.
Em 2019, escreveu os textos para o livro Açores — Um Roteiro Interior. Em 2020, escreveu Bravos Contra Bravos, a convite da Rede de Bibliotecas Escolares, e, em 2021, a obra comemorativa do centenário da Caixa de Crédito Agrícola Mútuo dos Açores: Cem Anos de Convicção.
Em 2022, escreveu também os textos para o livro À Descoberta da Gastronomia Regional dos Açores.
Em abril de 2024, lançou a primeira parte do romance histórico Partir em Pecado Mortal, cujo segundo volume, Partir em Pecado Mortal — O Dia do Amanhã, foi publicado em dezembro do mesmo ano.
Em 2025, a convite da edilidade, publicou Lagoa — Carta de Recomendação, uma obra dedicada à apresentação deste concelho aos seus visitantes.
Natural de Ponta Delgada, Açores, é autora de Corpo Triplicado (Companhia das Ilhas, 2018), Talho (Avenida Marginal #1, Artes e Letras, 2019), Enlouquecer é Morrer numa Ilha (Companhia das Ilhas, 2020), O Quarto do Pai (Companhia das Ilhas, 2022), Embuste (Avenida Marginal #5, Artes e Letras, 2024) e Greta (Companhia das Ilhas, 2026).
Nuno Artur Silva nasceu em Lisboa, em outubro de 1962.
É autor, diretor criativo, programador, apresentador e professor.
Foi fundador e diretor da Produções Fictícias, agência criativa; fundador e diretor do Canal Q; e fundador e editor do jornal satírico O Inimigo Público.
Foi administrador da RTP entre 2015 e 2018 e Secretário de Estado do Cinema, Audiovisual e Media no XXII Governo Constitucional, entre 2019 e 2022.
Atualmente, é professor na Universidade Lusófona, na Licenciatura em Cinema e Artes dos Media e no Mestrado em Estudos Cinematográficos.
É autor e apresentador do programa A Escuta do Mundo, na TSF, e do programa E Agora?, na RTP. É também comentador semanal da rubrica Contraponto, da RTP Notícias.
Em 2025, foi editada a sua coletânea Erros Meus — Poesia Incompleta (1985–2025), pela Imprensa Nacional.
Nuno Costa Santos é escritor e argumentista.
Entre os seus livros destacam-se os romances Céu Nublado com Boas Abertas e Como um Marinheiro Eu Partirei — Uma Viagem com Jacques Brel. É também autor da personagem Melancómico e de peças como Condomínio da Rua, Mundo Distante e I Don’t Belong Here.
Jornalista de formação, colaborou com publicações como a Ler, o Diário de Notícias e o Expresso. Fez parte da Produções Fictícias.
É autor de documentários sobre, entre outros escritores, Assis Pacheco, Ruy Belo, Santos Barros e Rui Knopfli.
Dirige o projeto Arquipélago de Escritores, que se concretiza através de encontros, publicações, residências literárias e de um programa de televisão.
Paula Rosa Vieira Cabral nasceu em 1967 e é natural da freguesia do Pico da Pedra, em São Miguel.
Licenciada em Línguas e Literaturas Modernas (Português/Inglês) pela Universidade dos Açores, é professora de Português na Escola Secundária Antero de Quental, em Ponta Delgada.
Tem colaborado em jornais da ilha e da comunidade açoriana nos Estados Unidos, bem como no blogue AzoreanTorpor, juntamente com outros autores.
Publicou Pedras de um Pico — história da sua freguesia em versão infantojuvenil — em 1994, e Crónicas da Minha Terra em 2017. Participou com um conto na 3.ª edição de Avenida Marginal, em 2022, e com um ensaio na 6.ª edição, em 2025, pela Artes e Letras Editora. Colaborou ainda com poesia na revista literária Grotta, n.º 6, Letras Lavadas Edições, em 2023.
Em 2025, publicou Casa-Mãe, obra integrada na Seleção Editorial de Vamberto Freitas, pela Letras Lavadas Edições.
Paula Margarida da Silva de Sousa Lima nasceu em Lisboa, filha de pais açorianos, e vive nos Açores desde os seis anos, com uma passagem por Moçambique.
É licenciada em Línguas e Literaturas Modernas e mestre em Literatura Portuguesa. Leciona Português no Ensino Secundário, tendo já lecionado também no Ensino Superior.
Desde 2003, colabora com jornais, particularmente com o Açoriano Oriental, através da escrita de crónicas e artigos sobre a língua portuguesa.
É coautora de uma obra de gramática e autora de sete romances: Crónica dos Senhores do Lenho, Variações em Dor Maior, Tempo Adiado, Os Últimos Dias de Pôncio Pilatos, Mas Deus não Dá Licença que Partamos, O Paraíso — finalista do Prémio LeYa — e Os Velhos, traduzido para inglês com o título The Elderly.
Publicou ainda três livros de contos — Pretérito Quase Perfeito e Outros Contos, O Outro Lado do Mundo (Prémio Daniel de Sá) e Do Corpo e da Alma —, três livros de poesia — Quando Eu Mover a Sombra das Montanhas, Correspondência (em coautoria com Leonardo Sousa) e Morte em Paris — e um livro de crónicas, Penso, Logo Escrevo. Escreveu também Frente e Verso, obra que reúne conto e poesia.
Tem diversas publicações em revistas e coletâneas, destacando-se as revistas Neo, Insulana, TranseAtlântico e Grotta, bem como as coletâneas Avenida Marginal, Viagens e Calipso.
Coordenou a obra Prosas às Quartas, coletânea que reúne textos produzidos num curso de escrita criativa que dinamizou.
Várias das suas obras integram a lista de leituras recomendadas pelo Plano Regional de Leitura.
Paulo Meneses é professor auxiliar da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade dos Açores, com origem no antigo Departamento de Línguas e Literaturas Modernas, hoje Departamento de Línguas, Literaturas e Culturas.
Ligado, desde sempre, ao campo dos estudos literários, tem assumido responsabilidades docentes em disciplinas como Literatura Portuguesa Medieval, História da Língua Portuguesa, Géneros Jornalísticos, Cinema e Literatura, Produção e Edição de Textos, áreas pertinentes aos estudos literários, linguísticos e da comunicação.
Estas constituem também as suas principais áreas de interesse e publicação. Entre os seus trabalhos mais recentes destacam-se:
“De beleza também se morre — em Veneza! / breve excurso sobre livros & fitas” (2017);
“Das artes do trivium aos estudos literários: aventuras e extravios” (2020);
“Menina e Moça de Bernardim Ribeiro: vocalidade fictiva e terapia dos acidentes da alma” (2021);
“O testemunho da dor (breve glosa a Agora e na Hora da Nossa Morte, de Susana Moreira Marques)” (2021);
“Da crónica (aventuras e extravios de um género jornalístico)” (2024).
Pedro Almeida Maia é psicólogo e autor. Escreve para música, literatura infantojuvenil, conto, ensaio e tradução. Na crónica, colabora com a revista Visão, entre outras publicações.
Estreou-se no romance em 2012, com a atribuição do Prémio Letras em Movimento, vindo posteriormente a receber o Prémio Discover Azores (2014) e o Prémio Manuel Teixeira Gomes (2023).
Os seus trabalhos mais recentes integram o Plano Regional de Leitura e têm sido amplamente reconhecidos pela crítica, destacando-se Ilha-América (2020) e A Escrava Açoriana (2022), ambos em fase de publicação nos Estados Unidos.
Condenação (2025), o seu oitavo livro, foi incluído na lista anual do Observador.
Pedro Arruda nasceu em Lisboa, em 1974, e reside nos Açores desde 1998, onde desenvolve atividade nas áreas do turismo, da cultura e da comunicação.
Licenciado em História, foi dirigente associativo e desempenhou funções no setor do turismo, tanto no âmbito público como privado.
Autor de poesia, ensaio e crónica, publicou, entre outros títulos, Cântico das Ilhas (poesia, 2023) e Café Royal (crónicas, 2022). É também autor de O Mais Velho Surfista do Atlântico, uma história do surf nos Açores, publicado pela Tinta-da-China em 2024.
Reside em Vila Franca do Campo, onde concilia a atividade empresarial com a literatura, a intervenção cívica e a paixão pelo mar.
Rafaela Medeiros tem 26 anos e nasceu nos Açores, mais precisamente na ilha Terceira. Trabalha na SATA Air Açores.
Desde muito nova desenvolveu o gosto pela leitura, sempre incentivada pelos pais. Em 2020, entrou na comunidade do Bookstagram, encontrando aí uma oportunidade para expressar as suas opiniões sobre os livros de que mais gosta, bem como para conhecer novos autores e histórias.
Trabalha com editoras desde 2023. A comunidade Bookstagram permitiu-lhe também criar novas amizades e contactar com pessoas que partilham a mesma paixão pelos livros.
Roberto Francavilla é professor catedrático de Literatura Portuguesa e Brasileira na Universidade de Génova e responsável pela Cátedra Camões “José Cardoso Pires”.
Membro fundador de várias associações científicas e culturais, dirige a coleção de ensaios Igarapé e codirige a coleção de poesia portuguesa Da Ocidental Praia.
O seu livro mais recente é O que o mar não quer — Literatura e paisagem em Portugal.
Enquanto tradutor, foi galardoado, em 2024, com o Translation Award pelo conjunto da sua carreira e, em 2026, recebeu o Prémio Lingua Ospitale para a Tradução Literária.
É autor do romance Cidade sem Demónios e de dois fototextos realizados com o fotógrafo Filippo Romano.
Rosa Coutinho Cabral, natural de São Miguel, nasceu a 19 de agosto de 1956. Tem formação em Cinema, Sociologia e História da Arte, tendo frequentado o curso de doutoramento em Comunicação e Cultura. É doutoranda em Artes Contemporâneas, em Coimbra.
É encenadora e realizadora de filmes premiados como Melhor Filme ou Melhor Documentário, entre 2012 e 2025, entre os quais Arrivederci Macau, Coração Negro, Pesanié, A Casa da Rosa e A Mulher que Morreu de Pé.
Desenvolveu também diversas instalações entre 2022 e 2025, como O cinema com e sem máquina, A Casa da Rosa (2022), Visto com os pés, escrito com os olhos e Machines à voir, apresentada na Maison du Portugal, em 2025.
Atualmente, prepara a exposição Aqui acaba o mundo que conheço e começa a constelação que desconheço, a realizar no Arquipélago – Centro de Artes Contemporâneas e no MUDAS – Museu de Arte Contemporânea da Madeira, no contexto da APCA.
Colabora intermitentemente com o jornal Hoje Macau.
Na Universidade dos Açores, doutorou-se com uma tese intitulada Romance lírico. O percurso de Vergílio Ferreira. Publicada pela Bertrand Editora, a obra recebeu, em 1993, o Grande Prémio de Ensaio APE/TLP.
Exerceu vários cargos de gestão universitária, designadamente os de pró-reitora para a Extensão Cultural e Publicações e vice-reitora para a Área Académica.
Além da colaboração em obras coletivas, publicou os livros O Trabalho da Prosa, Artes Poéticas e Literatura e Teoria da Literatura em Tempo de Crise.
Licenciado e doutorado em Filosofia, desenvolveu uma tese sobre a receção do Budismo na vida intelectual portuguesa entre 1850 e 1940.
É investigador do Instituto de Filosofia da Universidade do Porto e membro do Instituto de Filosofia Luso-Brasileira. Integra ainda, desde 2016, a companhia de artes performativas Nuisis Zobop.
Trabalhou com o espólio de José Marinho e com o arquivo de Agostinho da Silva. A partir do estudo deste último, publicou Raul Leal: Leitor de Pessoa, leitor pessoano, leitor de si-próprio (UPress, 2023) e o volume coletivo de ensaios Raul Leal: Arte, Filosofia e Vertigem (Humus, 2025).
Editou, com Duarte Braga, a Obra Reunida de Ângelo de Lima (BNP, 2023). É editor-convidado da revista Arte Teoria, da FBAUL.
Coordenou a publicação de Sonhar é ter Razão: Ensaios sobre Natália Correia (DG-IFUP, 2025) e tem no prelo um ensaio sobre a Antologia Erótica de Natália Correia, a integrar o volume coletivo As origens intelectuais da Revolução: as causas dos livros.
É autor de dezenas de artigos dedicados ao pensamento português, ao Orientalismo e às relações entre Filosofia e Literatura.
Profissional de comunicação com um percurso que conjuga jornalismo e audiovisual. É mestre em Audiovisual pela Escola Superior de Comunicação Social e licenciada em Ciências da Comunicação pela Universidade Nova de Lisboa.
Iniciou a vida profissional no setor do turismo nos Açores, exercendo funções nas áreas do marketing, estratégia, desenvolvimento de produto, gestão de reservas e comunicação digital. Foi repórter da RTP Açores.
Atualmente, integra a equipa da Hunt Global Marketing, onde desenvolve e executa projetos de comunicação e conteúdos, movendo-se entre os bastidores e a frente de câmara.
Thomas Fischer nasceu em 1954, na República Federal Alemã, mas cresceu em Londres.
De regresso à Alemanha, estudou Economia e Sociologia em Colónia, onde se iniciou no jornalismo. Ainda estudante, ficou fascinado pelo Revolução dos Cravos, tendo visitado Portugal pela primeira vez em 1975. Fixou-se no país em 1983, trabalhando sempre como correspondente estrangeiro, e adquiriu posteriormente a nacionalidade portuguesa.
Nutre uma paixão especial pelos Açores e por Espanha.
Em 2024, publicou Entre Cravos e Cardos. Portugal aos Olhos de um Estrangeiro que se Tornou Português (Edições 70).
Vamberto Freitas nasceu nas Fontinhas, ilha Terceira, em 1951. Emigrou com a família para os Estados Unidos em 1964, onde se licenciou em Estudos Latino-Americanos pela California State University, Fullerton, em 1974.
Foi correspondente e colaborador do suplemento literário do Diário de Notícias (Lisboa) durante largos anos. Entre 1991 e 2020, foi leitor de Língua Inglesa na Universidade dos Açores, tendo publicado inúmeros estudos críticos e ensaios sobre as literaturas norte-americana e açoriana.
Além da vasta obra dedicada a estas áreas, publicou também traduções, sobretudo de poesia de Frank X. Gaspar, e continua a colaborar em vários periódicos do arquipélago e da diáspora com textos de crítica literária e cultural.
No Brasil, colaborou com o suplemento Cultura do Diário Catarinense, com a revista Cartaz: Cultura e Arte e com o Jornal de Letras do Rio de Janeiro. Colaborou ainda com as revistas Vértice e LER, bem como, esporadicamente, com o JL (Lisboa).
Ao longo dos anos, participou em congressos e colóquios em Portugal, nos Estados Unidos, Canadá e Brasil. Entre 1995 e 2000, coordenou o Suplemento Açoriano de Cultura (SAC) do Correio dos Açores e, entre 2003 e 2006, dirigiu o Suplemento Atlântico de Artes e Letras (SAAL) da revista Saber Açores.
Integra o conselho consultivo da Gávea-Brown: A Bilingual Journal of Portuguese-American Letters and Studies, a comissão editorial do Boletim do Núcleo Cultural da Horta e do Interdisciplinary Journal of Portuguese Diaspora Studies, bem como os Bellis Azorica Series Editors e o Advisory Board da Bruma Publications, do Portuguese Beyond Borders Institute da California State University, Fresno.
Escreveu a introdução de Poems in Absentia (Poemas Ausentes), de Pedro da Silveira, com tradução de George Monteiro, publicado pela Tagus Press da Universidade de Massachusetts e da Universidade de Brown.
Em maio de 2015, recebeu a Insígnia Autonómica de Reconhecimento da Assembleia Legislativa e do Governo Regional dos Açores.
Em 2017, foi distinguido com o Certificate of Special Congressional Recognition, do Congresso dos Estados Unidos, em reconhecimento do seu serviço à comunidade. No mesmo ano, recebeu ainda o Certificate of Recognition / 2017 Most Valuable Portuguese American Awards, atribuído pelo Tulare County Board of Supervisors, bem como o Literary Award / Through Literary Analyses to the Portuguese-American World, da SOPAS_MVPA-2017.
Em 2023, recebeu o primeiro Honorary Lifetime Member Certificate – The Cagarro Colloquium, atribuído pelo Portuguese Beyond Borders Institute da California State University, Fresno.
Mantém atualmente a página semanal de crítica literária BorderCrossings, no Açoriano Oriental (Ponta Delgada), e a coluna Nas Duas Margens, no semanário Portuguese Times (New Bedford). Colaborou também regularmente na página literária Maré Cheia do Portuguese Tribune / Tribuna Portuguesa (Modesto, Califórnia).
Coordenou, com Álamo Oliveira, o suplemento literário e cultural Açoriano Oriental Artes & Letras. Publicou ainda crítica literária e ensaio no jornal i e em diversos periódicos literários nacionais.
Victor Rui Ramalho Bettencourt Dores nasceu na vila de Santa Cruz, ilha Graciosa, a 22 de maio de 1958. Passou a adolescência na ilha Terceira, onde completou os estudos liceais e iniciou o seu percurso de escrita.
Licenciado em Línguas e Literaturas Modernas (Estudos Ingleses e Alemães) pela Faculdade de Letras da Universidade Clássica de Lisboa, foi professor durante 43 anos na Escola Secundária Manuel de Arriaga. Atualmente aposentado, desenvolve intensa atividade cultural na cidade da Horta.
Com vários livros publicados nos domínios da poesia, do romance, do conto e da crónica, dedica-se também à recensão literária, à linguística e à etnomusicologia.
Colabora regularmente com jornais, rádio e televisão dos Açores e da diáspora açoriana, mantendo ainda uma ligação próxima à atividade teatral, como ator e encenador.
