“um sábio domínio da cor, destacando-se o movimento seguro e, ao mesmo tempo, delicado do traço”
No dia 30 de janeiro foi inaugurada, na Galeria Fonseca Macedo, em Ponta Delgada, a exposição “A Ilha Como Nascente”, da artista Teresa Gonçalves Lobo. A mostra reúne um conjunto de desenhos de diferentes formatos, realizados ao longo da última década, revelando um percurso artístico marcado por uma linguagem abstrata madura e consistente.
Segundo Fátima Mota, diretora e galerista da Galeria Fonseca Macedo, as obras evidenciam “um sábio domínio da cor, destacando-se o movimento seguro e, ao mesmo tempo, delicado do traço”, sublinhando a relação entre gesto, matéria e sensibilidade poética que atravessa o trabalho da artista.
A exposição estabelece um diálogo particularmente significativo com a mostra “Existe Luz na Sombra”, de Lourdes Castro, patente simultaneamente no Arquipélago – Centro de Artes Contemporâneas, na Ribeira Grande. Esta coincidência aproxima duas artistas madeirenses e duas abordagens singulares sobre a luz, o território e a memória, criando uma ponte conceptual entre diferentes espaços expositivos do arquipélago dos Açores.
“A Ilha Como Nascente” propõe assim uma reflexão sensível sobre o território insular enquanto lugar de origem, permanência e transformação, afirmando-se como um contributo relevante para o panorama artístico contemporâneo e para o diálogo entre ilhas, geografias e práticas artísticas.
