Festival de Guitarra Portuguesa celebra tradição e contemporaneidade em Ponta Delgada

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08 jun 2026
Festival de Guitarra Portuguesa celebra tradição e contemporaneidade em Ponta Delgada

O festival contou com a participação de Daniel Freire, Rafael Pacheco, Pedro de Castro e Henrique Fraga, músicos reconhecidos pelo seu contributo para a valorização e renovação do repertório associado à guitarra portuguesa. Cada concerto revelou uma identidade artística própria, evidenciando a riqueza e a diversidade de linguagens que atualmente caracterizam este instrumento.

Nos dias 5 e 6 de junho, Ponta Delgada acolheu o Festival de Guitarra Portuguesa, uma iniciativa integrada na programação da Capital Portuguesa da Cultura 2026 que trouxe à cidade alguns dos mais destacados intérpretes da atualidade ligados à guitarra portuguesa e à guitarra de Coimbra.

Sob o lema da PDL26, “Lugar do Amanhã”, o festival apresentou uma programação que valorizou a guitarra portuguesa não apenas enquanto símbolo de tradição, mas também como instrumento de criação contemporânea, aberto à experimentação e à renovação artística.

A programação desenvolveu-se entre concertos e momentos de partilha artística, proporcionando ao público uma perspetiva abrangente sobre as múltiplas possibilidades expressivas da guitarra portuguesa. Ao longo dos dois dias, os espectadores tiveram a oportunidade de contactar com abordagens distintas, unidas pela excelência interpretativa e pelo profundo respeito pela tradição musical portuguesa.

O festival contou com a participação de Daniel Freire, Rafael Pacheco, Pedro de Castro e Henrique Fraga, músicos reconhecidos pelo seu contributo para a valorização e renovação do repertório associado à guitarra portuguesa. Cada concerto revelou uma identidade artística própria, evidenciando a riqueza e a diversidade de linguagens que atualmente caracterizam este instrumento.

Daniel Freire destacou-se pela sensibilidade interpretativa e pela capacidade de explorar diferentes ambientes sonoros, enquanto Rafael Pacheco apresentou uma abordagem marcada pelo virtuosismo técnico e pela procura constante de novas possibilidades expressivas. Pedro de Castro, uma das referências da guitarra portuguesa contemporânea, trouxe ao festival a sua experiência enquanto intérprete, compositor e produtor musical, apresentando um concerto profundamente enraizado na tradição, mas simultaneamente aberto a novas leituras e influências. Já Henrique Fraga proporcionou ao público uma viagem pelo universo da guitarra de Coimbra, revelando a elegância e a riqueza melódica de uma tradição musical que continua a afirmar a sua vitalidade.

Para além da dimensão performativa, o Festival de Guitarra Portuguesa assumiu-se como um espaço de encontro entre artistas, comunidade e património cultural. A sua presença em Ponta Delgada constituiu um importante momento de descentralização cultural, permitindo que os Açores integrassem um projeto que nasceu em Lisboa, em 2025, no contexto das comemorações do centenário de Carlos Paredes, uma das figuras mais marcantes da história da guitarra portuguesa.

A forte adesão do público às diferentes iniciativas confirmou o interesse crescente por propostas artísticas que conciliam património e contemporaneidade. Ao longo dos dois dias, os concertos demonstraram que a guitarra portuguesa continua a ocupar um lugar relevante na criação musical portuguesa, afirmando-se como um instrumento capaz de preservar a memória coletiva e, simultaneamente, dialogar com os desafios e as linguagens do presente.

A passagem do Festival de Guitarra Portuguesa por Ponta Delgada reforçou, assim, o compromisso da Capital Portuguesa da Cultura 2026 com a valorização do património cultural português e com a criação de oportunidades de encontro entre tradição, inovação e participação comunitária.

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