Entre 22 e 27 de setembro, o Utopia Açores regressa com o seu terceiro capítulo, dedicado a uma verdadeira Maratona Literária.
Ao longo de seis dias, escritores, leitores, estudantes, moderadores e agentes do setor do livro encontram-se em diferentes espaços de Ponta Delgada para conversar, refletir e partilhar novas formas de olhar a literatura e o mundo.
O programa cruza conversas, mesas-redondas, sessões em escolas, encontros infantojuvenis, apresentações de livros, podcasts ao vivo, momentos artísticos e os jantares literários «A Literatura é para Comer». Num ambiente próximo e informal, autores de diferentes gerações e geografias abordam temas como a identidade, o território, a memória, a história, a liberdade, a poesia e o futuro do livro num mundo cada vez mais marcado pelos ecrãs.
Espalhada por livrarias, escolas, museus, espaços culturais e outros lugares da cidade, esta Maratona Literária transforma Ponta Delgada num amplo espaço de encontro entre quem escreve, quem lê e quem acredita na literatura como forma de imaginar, compreender e habitar o mundo.
Programação em breve.
Autores confirmados
Filosofia pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, foi, desde 1969, professora de Português e História no ensino preparatório e manteve uma carreira docente muito ativa. Participou, por exemplo, na Reforma do Sistema Educativo, entre 1989 e 1991, e, mais tarde, realizou um estudo sobre os jovens e a leitura para o Instituto de Inovação Educacional.
Tornou-se escritora de livros infantojuvenis em 1982, ano em que foi inaugurada a coleção «Uma Aventura», que escreve até hoje em parceria com Isabel Alçada.
Ana Paula Tavares é doutorada em Antropologia da História pela Universidade Nova de Lisboa, desde 2010; mestre em Literatura Brasileira e Literaturas Africanas de Língua Portuguesa pela Universidade de Lisboa, desde 1996; e bacharel e licenciada em História pela Universidade de Lisboa, desde 1982.
É investigadora integrada do CLEPUL, colaboradora do AHNA — Arquivo Histórico Nacional de Angola —, professora convidada da Universidade Agostinho Neto, em Luanda, colaboradora da RDP África e escritora.
As suas principais áreas de investigação são a História e a Literatura do continente africano e de Angola. Possui livros e capítulos de livros publicados, bem como várias publicações nos domínios da ficção e da poesia.
André Mateus nasceu em Lisboa, em 1990. Guionista de profissão, foi coautor dos filmes «Ladrões de Tuta e Meia», «2 Duros de Roer» e «Um Filme do Caraças», bem como da série histórica «Fernão Lopes: O Renegado».
Escreveu os livros «A Coroa de Jesus» e «O Bom Filho» e tem também várias obras publicadas na área da banda desenhada, das quais se destacam «A Última Nota» e «E Depois do Abril», ambas com o ilustrador Filipe Duarte e editadas pela Escorpião Azul.
Bruno Vieira Amaral nasceu em 1978. Colabora com a Rádio Observador e é colunista na Tribuna Expresso. Estreou-se com o ensaio «Guia para 50 Personagens da Ficção Portuguesa», em 2013, editado pela Guerra e Paz.
O seu primeiro romance, «As Primeiras Coisas» (Quetzal, 2013), foi distinguido com o Prémio PEN Clube Narrativa, o Prémio Literário Fernando Namora, o Prémio Time Out e o Prémio Literário José Saramago, em 2015. Em 2016, foi nomeado uma das Dez Novas Vozes da Europa — Ten New Voices from Europe —, numa escolha da plataforma Literature Across Frontiers.
O seu segundo romance, «Hoje Estarás Comigo no Paraíso» (Quetzal, 2017), recebeu o Prémio Tabula Rasa 2016-2017, na categoria de Ficção, e o segundo lugar do Prémio Oceanos 2018. Em 2018, os seus melhores textos dispersos foram reunidos no volume «Manobras de Guerrilha» e, em 2020, publicou o livro de contos «Uma Ida ao Motel», galardoado, no ano seguinte, com o Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco/APE.
Em 2021, publicou «Integrado Marginal», biografia do escritor José Cardoso Pires. Um ano depois, reuniu em «O Segundo Coração» um conjunto de crónicas sobre o passado e a memória. Em 2024, publicou o seu terceiro romance, «Toda a Gente Tem um Plano».
Os direitos dos seus livros foram vendidos para vários países, incluindo Espanha, Itália, Brasil, Hungria, Egito e Israel.
Natural de Ponta Delgada, Carolina Moreira é licenciada em Ciências da Comunicação pela Universidade Nova de Lisboa e mestre em Gestão de Empresas — MBA — pela Universidade dos Açores. Conta ainda com uma pós-graduação em Economia para os Media, também pela Universidade dos Açores.
Começou a sua carreira de jornalista, em 2011, na Rádio TSF Açores, tendo passado também pela revista Marketeer e pelo jornal Açoriano Oriental, onde exerceu funções de editora. Atualmente, é correspondente da SIC e da SIC Notícias nos Açores e colaboradora da Antena 1 Açores.
Fil é investigador na área das ciências biomédicas e ilustrador e autor de banda desenhada nos tempos livres. Em 2009, criou a antologia de ilustração e banda desenhada «Zona», com 16 números publicados até 2024. É sócio fundador e presidente da Direção da Associação Tentáculo desde 2010.
No âmbito da Tentáculo, esteve envolvido na publicação de uma série de livros e zines, como editor e/ou ilustrador: «Alzine», com dois números; «II Raide Macau-Lisboa: Da China a Portugal pela Rota Proibida»; «Monstros Urbanos»; «Rafael Bordalo Pinheiro — Uma Vida em Desenhos»; «Cem Traças»; e «Portugal 2055 — Uma BD sobre Alterações Climáticas em Portugal», entre outros.
Participou também, com ilustrações, em diversas publicações em Portugal e no estrangeiro. Realizou várias exposições individuais de pintura e ilustração, tais como «Arthropoda», em 2012, no Museu Nacional de História Natural e da Ciência, em Lisboa; «URB», em 2009, na Casa da Cultura de Paranhos, no Porto; e «N.º 1», em 2007, no Ministério das Finanças e Administração Pública, na Praça do Comércio, em Lisboa.
Participou e organizou também diversas exposições coletivas de pintura, banda desenhada e ilustração. Orientou alunos em teses de mestrado na área do Desenho Científico e alunos no trabalho final de cursos profissionais nas áreas da Fotografia e da Animação.
Participou na organização de diversos eventos, exposições, cursos e workshops, entre os quais, mais recentemente, a primeira e a segunda edições do Festival de Fanzines e BD de Alpiarça, em 2023 e 2024, e a curadoria da exposição «Bioinspiração: A Cor dos Insetos na Base da Inovação», em 2022, no Museu Nacional de História Natural e da Ciência.
Filipa Fonseca Silva nasceu no Barreiro, em 1979.
Estreou-se na literatura, em 2011, com «Os 30 — Nada É como Sonhámos», a única obra de um autor português a atingir o Top 100 da Amazon. Desde então, publicou mais de dez livros, vários deles traduzidos e finalistas de prémios literários, navegando entre o romance, o conto, a crónica, o ensaio e a literatura infantil.
De prosa afiada e sensível, é uma das autoras portuguesas mais adaptadas para cinema, com três obras em desenvolvimento audiovisual.
Feminista, ecologista e fundadora do Clube das Mulheres Escritoras, gosta de explorar temas contemporâneos e dilemas intemporais.
Joana Bértholo, escritora, nasceu em Lisboa, em 1982, filha de um ribatejano e de uma algarvia. É licenciada em Design de Comunicação pela Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa e doutorada em Estudos Culturais pela European University Viadrina, na Alemanha.
Publicou romances, livros de contos, obras infantojuvenis e ensaios de não-ficção. Paralelamente à criação literária, escreve regularmente para dança e teatro.
Outros projetos e publicações: www.joanabertholo.pt.
João de Melo nasceu na ilha de São Miguel, nos Açores, em 1949, onde completou a instrução primária, após o que prosseguiu os estudos no continente. Em 1967, passou a residir e a trabalhar em Lisboa.
Depois de participar na Guerra Colonial em Angola, entre 1971 e 1974, como furriel enfermeiro — tema de duas das suas obras —, trabalhou na vida sindical e foi editor e crítico literário, enquanto frequentava a Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, pela qual se licenciou, em 1981, em Filologia Românica.
Professor dos ensinos secundário e superior durante vários anos, foi convidado pelo Governo para o cargo de conselheiro cultural da Embaixada de Portugal em Espanha, que desempenhou entre 2001 e 2010.
Autor de mais de 30 obras literárias — ficção, ensaios, antologias, poesia, livros de crónicas e de viagens —, com traduções numa dezena de países, recebeu mais de uma dezena de prémios literários, nacionais e internacionais.
Foi ainda agraciado pela Presidência da República com as Ordens de Santiago da Espada e do Infante D. Henrique, bem como pela Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, pelo Ministério da Cultura, com a Medalha de Mérito Cultural, e pelo município de onde é natural, tendo sido distinguido como cidadão honorário do concelho do Nordeste, em São Miguel.
O seu romance mais conhecido, «Gente Feliz com Lágrimas», foi adaptado para série televisiva e cinema por José Medeiros e para teatro pela companhia O Bando.
Estudou Engenharia, mas foi seduzido pela Comunicação e trabalha, há 35 anos, na imprensa, na rádio e na televisão.
Apaixonado pelo património, escreveu livros nesta área, nomeadamente os três volumes de «Património da Humanidade em Portugal», a convite da Verbo.
Durante uma década, apresentou centenas de programas de divulgação cultural e entrevistas com escritores na TVI e na TVI24. Tem, desde há sete anos, um programa diário de entrevistas, em horário nobre, na Rádio Observador: o «Convidado Extra», no qual já realizou mais de 1.300 entrevistas, a grande maioria disponível em podcast.
Inês Bernardo nasceu em Ílhavo, em 1983. Não pertence à geração que tinha um emprego para a vida e já trabalhou em mais lugares do que os dedos das duas mãos.
Faz, com José Mário Silva, o podcast «Biblioteca de Bolso». Odeia viagens no tempo e humor físico — e, sim, isso inclui «Regresso ao Futuro» e Chaplin.
«Agarrar a Faca pelo Gume» é o seu primeiro romance.
Luís Osório tem 54 anos. Foi jornalista durante a maior parte da sua vida, mas, atualmente, afirma-se sobretudo como comunicador e escritor.
Mantém uma relação de exclusividade com o Grupo Bertrand, tem quase 200 mil seguidores no Facebook e cerca de 65 mil no Instagram. Escreve «A Figura do Dia», a sua coluna diária no Diário de Notícias, e «O Postal do Dia», na Antena 1. Além disso, conduz o programa de rádio «Vencidos», também na Antena 1.
O seu percurso nos palcos inclui o espetáculo baseado no seu livro «Ficheiros Secretos» e os projetos musicados «Que Ventos São Estes?» e «O Que Acontece... Fica Em...», com João Gil. Atualmente, o seu grande destaque é «Aparição», um monólogo sobre o universo dos escritores, concebido especialmente para o festival literário BABELL.
Ao longo da sua carreira, foi distinguido como jornalista e criativo. Realizou programas de televisão e rádio, dirigiu jornais, refundou uma estação de rádio, coordenou uma campanha presidencial e integrou uma comissão governamental.
É autor de onze livros publicados. Tem três filhos e uma filha.
Maria do Rosário Pedreira nasceu em Lisboa e é licenciada em Línguas e Literaturas Modernas. Depois de uma breve passagem pelo ensino, ingressou na carreira editorial, dedicando-se à publicação de literatura portuguesa.
Escreveu duas coleções de livros juvenis, posteriormente adaptadas à televisão. Autora de um romance, de um livro de crónicas e de contos dispersos por revistas e antologias, é sobretudo conhecida como poeta, tendo a sua «Poesia Reunida» sido distinguida com o Prémio da Fundação Inês de Castro.
Em 2022, publicou «O Meu Corpo Humano», vencedor do Prémio Literário Correntes d’Escritas e do Prémio de Poesia de Oeiras — Consagração —, finalista do Prémio PEN de Poesia e nomeado para o Prémio Oceanos. A obra foi também publicada, em Espanha, pela prestigiada editora Visor.
Está traduzida em várias línguas e participou em numerosos encontros em Portugal e no estrangeiro. Trabalha regularmente como letrista e mantém, desde 2010, um blogue sobre livros e edição. É cronista no jornal Mensagem de Lisboa.
Mário Rufino nasceu em 1975, em Lisboa.
Licenciou-se em Língua e Cultura Portuguesa pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e concluiu a pós-graduação em Ensino de Português como Língua Estrangeira/Segunda Língua na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.
É professor de Português como língua estrangeira desde 2005 e crítico literário desde 2013. Escreveu para o Diário Digital, Sábado online, P3/Público, revista Gerador e revista LER.
Integrou a organização do Festival Literário da Madeira durante três edições e a organização do Escritaria — Festival Literário de Penafiel durante quatro edições.
É autor do site Livrómano, onde reúne a sua crítica literária. É pai de um filho.
«Cadente», o seu primeiro romance, foi escolhido para integrar o Plano Nacional de Leitura.
Nuno Camarneiro nasceu na Figueira da Foz, em 1977. Licenciou-se em Engenharia Física pela Universidade de Coimbra, trabalhou no CERN e doutorou-se em Ciência Aplicada ao Património Cultural pela Universidade de Florença, em Itália.
Foi investigador no Departamento de Química da Universidade de Aveiro e é, atualmente, docente da Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa, no Porto, e investigador integrado do CITAR — Centro de Investigação em Ciência e Tecnologia das Artes.
Em 2011, publicou o seu primeiro romance, «No Meu Peito Não Cabem Pássaros». Em 2012, venceu o Prémio LeYa com o romance «Debaixo de Algum Céu». Em 2015, publicou o livro de contos «Se Eu Fosse Chão» e, em 2018, o romance «O Fogo Será a Tua Casa».
Publicou ainda três livros infantis: «Não Acordem os Pardais», «O Que Veem as Estrelas» e «A Casa das Perguntas».
É autor e coautor de diversas peças de teatro, entre elas «Ainda Hoje Era Ontem», apresentada no Teatro Académico de Gil Vicente, em 2015; «Eu, Salazar», pelo Teatrão, em 2018; «O Que Veem as Nuvens», no CCB, em 2020; «Amanhã ou Depois de Amanhã», pelas Comédias do Minho, em 2021; «Ónus», no Convento São Francisco, em Coimbra, em 2022; e «Autobiografia de um Lugar», no Teatro Esther de Carvalho, em Montemor-o-Velho, em 2024.
Nuno Costa Santos é escritor e argumentista. Entre os seus livros encontram-se «Céu Nublado com Boas Abertas» e «Como um Marinheiro Eu Partirei — Uma Viagem com Jacques Brel».
É autor da personagem Melancómico e de peças como «Condomínio da Rua», «Mundo Distante» e «I Don’t Belong Here».
É jornalista e colaborou com publicações como a revista LER, o Diário de Notícias e o Expresso. Fez parte das Produções Fictícias.
É autor de documentários sobre, entre outros escritores, Assis Pacheco, Ruy Belo, Santos Barros e Rui Knopfli. Dirige o projeto Arquipélago de Escritores, com concretização em encontros, publicações, residências literárias e num programa de televisão.
Onésimo Teotónio de Almeida é doutorado em Filosofia pela Brown University, em Providence, Rhode Island, nos Estados Unidos da América.
Na mesma universidade, foi professor catedrático no Departamento de Estudos Portugueses e Brasileiros, que dirigiu durante 14 anos. Lecionou também cursos interdisciplinares no Wayland Collegium for Liberal Learning e no Center for the Study of the Early Modern World, da mesma universidade.
Recebeu doutoramentos honoris causa da Universidade de Aveiro e da Universidade Lusófona. Tem centenas de artigos publicados em revistas e livros coletivos, bem como cerca de três dezenas de livros.
O seu livro mais recente é «Diálogos Lusitanos — Com Portugal à Distância», editado pela Quetzal.
Entre outros prémios, recebeu o Chair’s Award for Lifetime Achievement in the Humanities, atribuído pelo Rhode Island Council for the Humanities, e, da Presidência da República, as condecorações de Oficial e de Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique.
A Brown University concedeu-lhe a cátedra honorária Royce Family Professorship in Teaching Excellence.
Valério Romão nasceu em França, em 1974. Licenciado em Filosofia pela Universidade Nova de Lisboa, tem publicados quatro romances: «Autismo» (2012), «O da Joana» (2013), «Cair para Dentro» (2018) e «O Desfufador — Vol. I: Contágio» (2025).
Publicou também três livros de contos: «Facas» (2013), «Da Família» (2014) e «Dez Razões para Aspirar a Ser Gato» (2015); duas peças de teatro: «A Mala» (2015) e «Irina, Macha, Olga» (2016); e um livro de poesia: «Mais Uma Desilusão» (2024).
É igualmente tradutor e dramaturgo.
Rui Cardoso Martins nasceu em Portalegre, em 1967. É escritor, cronista, argumentista de cinema e televisão e dramaturgo. Foi repórter na fundação do jornal Público, em 1990.
O seu primeiro romance, «E Se Eu Gostasse Muito de Morrer» (D. Quixote, 2006), foi traduzido em várias línguas. «Deixem Passar o Homem Invisível» (2009) valeu-lhe o Grande Prémio de Romance da Associação Portuguesa de Escritores — APE.
Publicou ainda «Se Fosse Fácil Era para os Outros» (2012), «O Osso da Borboleta» (2014) e «Levante-se o Réu» (2015 e 2016), uma recolha de crónicas de tribunal publicadas durante vários anos no jornal Público, com as quais venceu dois Prémios Gazeta de Jornalismo e o Grande Prémio de Crónica da APE, em 2017.
Em 2024, publicou o seu quinto romance, «As Melhoras da Morte», finalista do Prémio Oceanos 2025.
É autor ou coautor dos argumentos de longas-metragens como «A Herdade», de Tiago Guedes, candidato ao Leão de Ouro do Festival de Veneza, em 2019; «Mal Viver», «Viver Mal» e «Hotel do Rio», de João Canijo, distinguidos com o Urso de Prata no Festival de Berlim, em 2023; «Sombras Brancas», com Fernando Vendrell; «Câmara Lenta», última obra do realizador Fernando Lopes; e «Zona J».
Rui Cardoso Martins é também coautor das séries «Sul», «Causa Própria» e «Matilha», todas duplamente vencedoras dos Prémios Sophia e dos prémios da Sociedade Portuguesa de Autores.
Foi cocriador e autor dos programas de humor «Contra-Informação», «Herman Enciclopédia», «Estado de Graça» e «Conversa da Treta».
É professor universitário de Crónica na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e de Argumento de Cinema e Televisão na Universidade Lusófona.
Sofia Vieira acredita em fadas e em pozinhos de perlimpimpim. Adora gatos e comer doce de amêndoa — nham, nham! Tem medo de aranhas, mas adora aventuras.
Gosta de fazer anos: quanto mais anos fizer, mais histórias terá para contar.
Em 2007, teve um sonho: abrir, em Santarém, a livraria infantil Aqui Há Gato. Um sonho que se tornou realidade, com muitas doçuras e algumas travessuras.
Em 2020, quando tudo parecia ruir, Sofia contou tantas histórias que a magia se espalhou até aos dias de hoje.
Susana Moreira Marques é autora de quatro livros de narrativa de não-ficção, sendo o mais recente «Terceiro Andar sem Elevador: Notas de Lisboa».
Publicou também um livro para a infância e uma novela gráfica. Está traduzida em várias línguas e os seus textos têm sido publicados em revistas como a Granta, a The Common e a Literary Hub.
Colaborou com meios de comunicação como o Público, o Jornal de Negócios, a Mensagem, a Antena 1 e a BBC World Service.
É coeditora da Mamute, revista de não-ficção literária. Vive em Lisboa com as duas filhas.
Programa
20h00 — Jantar Literário: A Literatura É para Comer
Local: NINE DOTS Azorean Art Boutique Hotel
Com: Onésimo Teotónio de Almeida
Um jantar literário integrado no festival, que promove um encontro próximo entre autores e público. À mesa, num ambiente informal, os participantes têm a oportunidade de conversar diretamente com o escritor convidado, explorando temas da sua obra e do seu percurso.
Um momento que cruza literatura e convivência, aproximando leitores e criadores.
10h00 — À Conversa com Joana Bértholo
Local: Escola Secundária Domingos Rebelo
Com: Joana Bértholo
Uma conversa com Joana Bértholo sobre o seu percurso, os temas que atravessam a sua obra e o processo de criação literária.
Um encontro próximo com os alunos, dedicado à escrita, à leitura e às perguntas que os livros podem abrir.
18h00 — Podcast ao Vivo
Local: Livraria Solmar
Com: João Paulo Sacadura e Joana Bértholo
João Paulo Sacadura conduz uma emissão especial, ao vivo, do podcast «Convidado Extra», com Joana Bértholo.
20h00 — Jantar Literário: A Literatura É para Comer
Local: NINE DOTS Azorean Art Boutique Hotel
Com: Nuno Costa Santos
Um jantar literário integrado no festival, que promove um encontro próximo entre autores e público. À mesa, num ambiente informal, os participantes têm a oportunidade de conversar diretamente com o escritor convidado, explorando temas da sua obra e do seu percurso.
Um momento que cruza literatura e convivência, aproximando leitores e criadores.
10h15 — À Conversa com Ana Maria Magalhães
Local: Escola Secundária Antero de Quental
Com: Ana Maria Magalhães
Uma viagem pelo universo literário de Ana Maria Magalhães, uma das autoras de literatura infantojuvenil mais conhecidas em Portugal, que conversará com os alunos sobre a sua obra, as suas personagens e o seu percurso na escrita.
18h00 — A Literatura como Forma de Habitar o Mundo
Local: Informal Concept Gallery
Com: Paulo José Miranda e Filipa Fonseca Silva
Moderação: Luciano Barcelos
Escrever e ler podem ser modos de estar, de compreender e de atravessar o real. Que formas de vida se desenham na literatura? E como influenciam a forma como vemos o mundo?
20h00 — Jantar Literário: A Literatura É para Comer
Local: NINE DOTS Azorean Art Boutique Hotel
Com: Ana Maria Magalhães
Um jantar literário integrado no festival, que promove um encontro próximo entre autores e público. À mesa, num ambiente informal, os participantes têm a oportunidade de conversar diretamente com a escritora convidada, explorando temas da sua obra e do seu percurso.
Um momento que cruza literatura e convivência, aproximando leitores e criadores.
11h00 — As Histórias que Ainda Faltam Contar
Local: Escola Secundária Domingos Rebelo
Com: Ana Paula Tavares e Susana Moreira Marques
Cada comunidade guarda histórias ainda por escrever: experiências, memórias e personagens invisíveis. Que narrativas continuam ausentes da literatura? E quem as poderá trazer à luz?
14h00 — O Livro num Mundo de Ecrãs
Local: Escola Secundária Antero de Quental
Convidados: Nuno Camarneiro e Mário Rufino
Nunca se escreveu tanto e nunca se leu de tantas formas diferentes. O que acontece ao livro num ecossistema dominado por ecrãs? Mudam os leitores ou mudam as formas de contar histórias?
15h30 — Visita à Associação de Solidariedade Social Mãe de Deus
Local: Associação de Solidariedade Social Mãe de Deus
Com: Valério Romão
Encontro com as crianças da Associação de Solidariedade Social Mãe de Deus, dedicado à descoberta da poesia e da literatura.
A sessão é composta por uma conversa simples e acessível sobre o que faz um escritor, qual é o papel de um editor e como nasce um livro.
18h00 — Território, Identidade e Ficção
Local: Livraria Letras Lavadas
Com: Ana Paula Tavares e Nuno Costa Santos
Moderação: João Paulo Sacadura
Entre o lugar onde se nasce e aquele que se imagina, constrói-se uma identidade literária. Até que ponto a ficção reescreve o território? E o território condiciona a ficção?
20h00 — Jantar Literário: A Literatura É para Comer
Local: NINE DOTS Azorean Art Boutique Hotel
Com: Luís Osório
Um jantar literário integrado no festival, que promove um encontro próximo entre autores e público. À mesa, num ambiente informal, os participantes têm a oportunidade de conversar diretamente com o escritor convidado, explorando temas da sua obra e do seu percurso.
Um momento que cruza literatura e convivência, aproximando leitores e criadores.
10h00 — A Ilha como Imaginação e Apresentação do Livro «Lenda dos Labregos»
Local: Livraria Letras Lavadas
Com: André Mateus e Fil
As ilhas sempre alimentaram mitos, viagens e utopias. Mas como se escreve uma ilha hoje, quando ela é também quotidiano, trabalho e vida comum? A imaginação ainda tem lugar?
12h00 — Workshop Infantojuvenil
Local: Livraria Letras Lavadas
Com: Fil
15h00 — O Livro como Lugar de Liberdade
Local: Museu Carlos Machado — Igreja do Colégio, Núcleo de Arte Sacra
Com: Susana Moreira Marques e Luís Osório
Moderação: Sidónio Bettencourt
Num mundo marcado por discursos rápidos e posições fechadas, o livro continua a ser um espaço de ambiguidade, dúvida e pensamento aberto. Que liberdade permanece na literatura?
16h00 — A Poesia Tem Voz Feminina?
Local: Livraria Solmar
Com: Maria do Rosário Pedreira e Leonor Sampaio da Silva
Moderação: Ana Cristina Gil
Existe uma «voz feminina» na poesia ou a linguagem ultrapassa o género? De que forma o género, a história e a identidade podem moldar, ou mesmo definir, a criação literária?
17h00 — Mesa: Como a Ficção Trabalha a História
Local: Museu Carlos Machado — Igreja do Colégio, Núcleo de Arte Sacra
Com: Rui Cardoso Martins e Bruno Vieira Amaral
Moderação: Isabel Albergaria
Pegar em factos reais, em pessoas que existiram e em momentos que aconteceram, transformando tudo isso numa história de ficção. Como se faz? O que se pode inventar e o que trai a verdade?
18h00 — Mesa: Os Prémios e a Construção da Memória Literária
Local: Museu Carlos Machado — Igreja do Colégio, Núcleo de Arte Sacra
Com: Maria do Rosário Pedreira e João de Melo
Moderação: Carolina Moreira
Uma reflexão crítica sobre o papel dos prémios literários na definição do cânone, na legitimação de autores e obras e na forma como se constrói a memória literária coletiva.
20h00 — Jantar Literário: A Poesia É para Comer
Local: NINE DOTS Azorean Art Boutique Hotel
Com: João de Melo
Um jantar literário integrado no festival, que promove um encontro próximo entre autores e público. À mesa, num ambiente informal, os participantes têm a oportunidade de conversar diretamente com o escritor convidado, explorando temas da sua obra e do seu percurso.
Um momento que cruza literatura e convivência, aproximando leitores e criadores.
11h00 — Mesa: Memória e Futuro na Mesma Frase
Local: Museu Carlos Machado — Igreja do Colégio, Núcleo de Arte Sacra
Com: Mário Rufino e Inês Bernardo
Moderação: Carolina Moreira
Toda a comunidade vive entre aquilo que recorda e aquilo que imagina. Como pode a literatura ajudar a construir essa ponte entre passado e futuro?
15h00 — Mesa: Circulação dos Livros
Local: Museu Carlos Machado — Igreja do Colégio, Núcleo de Arte Sacra
Com: Rui Cardoso Martins e Valério Romão
Moderação: Luciano Barcelos
Editoras, livrarias, bibliotecas e festivais: o percurso de um livro envolve múltiplos agentes. Como circula hoje a literatura? E quem decide o que chega aos leitores?
15h00 — Mesa: «Sonetos Completos», de Antero de Quental
Local: Livraria Solmar
Com: Urbano e Urbano Bettencourt
Moderação: Helena Frias
16h00 — Mesa: A Literatura Precisa de Lugar?
Local: Museu Carlos Machado — Igreja do Colégio, Núcleo de Arte Sacra
Com: Bruno Vieira Amaral e Nuno Camarneiro
Moderação: Sidónio Bettencourt
Alguns autores escrevem profundamente ligados a um território. Outros parecem escrever a partir de um lugar universal. Até que ponto a geografia molda a literatura? Ou será a literatura que reinventa o lugar?
16h00 — Sessão Infantojuvenil
Local: Livraria Letras Lavadas
Com: Sofia Vieira, da Aqui Há Gato
Há histórias que fazem rir, sonhar e viajar sem sair do lugar. Vem descobri-las com Sofia Vieira, da Aqui Há Gato, numa sessão de leitura pensada especialmente para os mais pequenos.
17h00 — Clássicos no Museu
Local: Museu Carlos Machado — Igreja do Colégio, Núcleo de Arte Sacra
Com: Quadrivium — Associação Artística
Sobre o Utopia Açores
O Utopia Açores será uma presença contínua ao longo de 2026, integrando a programação oficial da Capital Portuguesa da Cultura – Ponta Delgada. Em vez de concentrar o festival num único período, o projeto desdobra-se em quatro grandes capítulos programáticos, que ligam criação literária, espetáculo e participação pública.
Entre esses capítulos principais, a literatura manterá uma presença viva e regular na cidade, através de pequenas ativações que ligam a literatura ao quotidiano: jantares literários, leituras públicas, apresentações espontâneas e intervenções em espaços inesperados. Essas ações poderão também cruzar-se com artistas e projetos de outras curadorias da Capital Portuguesa da Cultura, criando diálogos entre diferentes linguagens e formatos.
Mais do que um evento pontual, o Utopia Açores afirma-se como uma trama literária em movimento, que se estende no tempo e no território, fazendo da cidade de Ponta Delgada um lugar onde a palavra ganha presença, corpo e futuro.